sábado, 18 de dezembro de 2010

18/12/10 Hoje eu menti pra você.

De todas.. talvez essa tenha a sido a pior, a mais dolorosa, a mais massacrante e cruel.
Já usei todos os termos 'encerrando ciclos' 'fim do nada' e por ai vai, mas nunca havia sentido como tal e talvez seja isso que doa, hoje. Dói saber que não existirá um amanhã e dói perceber que erroneamente deixei chegar a esse ponto. Esse em que se perde quase tudo, respeito principalmente. Fica só aquele vazio, quem sabe uma saudade no fundo, no superficial, em todo o ser. Todas as constatações. Todas as vezes que quis enxergar amor e não enxerguei nada além de um egoísmo cruel, as vezes nem isso. Foram um ano e oite meses de história. Parece tão pouco ao mesmo tempo que se torna tão grande, extenso. Ainda lembro do primeiro dia em que nos falamos, assim como o primeiro encontro, o primeiro beijo e todas essas bobeiras romanticas, barrocas quiçá até piegas.
É engano pensar que tudo foram flores, mas é um engano maior ainda concluir que foram só espinhos. O tanto que amei, o tanto que quis e esperei. Todo aquele resto também.. aqueles sentimentos diversos que acompanham o amor, a primeira, segunda, terceira desilusão. O tanto que fiz sofrer e sofri. E eu te me pergunto, me pergunto. Até onde devemos levar uma história quando ela está fadada ao fracasso? Existe sim o 'recomeço', mudar aquilo que está quase que pré-destinado ao pranto?
Ainda não sei a resposta, quiçá nunca saberei. As vezes sinto tanta falta do que um dia fui com ela, do que um dia chegamos a ser. Noutras duvido e sinto indiferença diante de tanta dor que passei. Um texto de amor ou desamor? Não posso dizer que não amo, mas também não posso dizer que sou amada. Isso faz algum sentido?
Esquivar-se do futuro, barrar possibilidades, impedir a caminhada... por feridas ainda tão abertas, por lembranças ruins tão permanentes, por não conseguir se esquivar da sujeira nossa. Quem sabe.
O choro insiste em cair, meu consciente ainda se importa com tudo. Eu não quero, mas não consigo fugir.
Tou sentindo saudade nesse momento e sabendo que ela vai parmanecer até ser esquecida. Sinto vontades que nunca se realizaram, nem irão. Não sei o que faz, para onde fugir, mas eu sei que fiz, farei e irei, mas essa vontade de continuar sentada no meio do meu choro que não sessa nunca. Perdi a fé e, não tem nada pior. Não crer, querendo crer, não conseguir.
Amar tem doido tanto e isso não é o certo, então, se algo estava errada, por mais que doa agora, essa foi a decisão certa. Eu quero acreditar que sim.
Deitar junto, acordar junto, crescer junto. Coisas que não conseguimos, ao menos por um tempo considerável. Mas foi tudo tão real, ruim, bom.
Sinto que uma parte de mim foi embora e dessa vez eu arraquei e a dor que se instalou é tamanha que não consigo ignora-la. Mesmo sabendo que eu lutei até não poder mais para que viesse a acontecer, eu nunca saberei dizer se lutei o suficiente, se deveria ter dado um ultimo golpe(...)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como é que se diz 'eu te amo' ?

Hoje senti vontade de te escrever um texto de amor, de saudade, de possibilidades.. e são tantas. Escolhi uma foto correspondente, bonita. Apertei o play, Stevie Wonder soltou sua voz grave, seu piano tão bem dedilhado. Tantas coisas se passaram pela mente, tantos sentimentos com uma vontade louca de sair, se disseminar e chegar até você. Calei todos, tudo.
Ainda não é chegada a hora.
É uma angustia que não sai, lind dizia.
Não é como aquele sentir que vem e momentos depois, vai. É algo permanente, constante, tão presente e latente.
Um soco no estômago, daqueles que a dor perdura por dias. -Tenho me sentido tão enjoada e, todas as coisas que vejo, como, sinto, teem sido agridoce, não sei se isso é bom.
- Imagino que não.
- Essa constância que me mata, esse nada tem me feito refem e já fazem tantos dias, não consigo me mover, não tenho mais vontade de me mover.
- Bicho acuado!
- Essa podridão toda tem me ardido as narinas.
- E nesse mundo de meu Deus, onde os habitantes querem é que tudo se foda e que venha a diversão, eu me encontro só, tão fragmentada em meio ao nada que é tudo e tão pouco. Pouco? - não sei.
- Quero ir embora, entende... Talvez umas quatro semanas num lugar totalmente desconhecido, com pessoas e lugares desconhecidos me ajude a me ' encaixar', 'encontrar', 'iludir' o meu ser já tão descrente, cético, inanimado.
- Talvez uns goles a mais no café quase frio, uns tragos a mais, uns dias a menos. Gostaria de dias a menos.
Essa impotência diante dos. Tem me cortado a garganta a prestação.

Um limite insuportável.

Há dias que tenho tentado, me esforçado, me forçado, mas não aguento mais. Me calo diante daquilo que me fere, fecho os olhos para não ver aquilo que me é mostrado e não tem dado mais. Todas as vezes que eu tentei dizer, que eu tentei protestar para que houvesse uma mudança foram em vão, todas as vezes que briguei, chorei e pedi. Tudo em vão. Não suporto mais. Não suporto tentar me iludir quando a realidade está tão de fronte para mim. Chega! Simplesmente não suporto mais isso e estou me retirando.

De volta, eu acho!

Se tem alguém que ainda passa por aqui, pra você eu digo: -Oi. Voltei. Eu acho.

sábado, 14 de agosto de 2010

Em qualquer lugar, por todas as esquinas, em todas as fachadas. Não aguento mais enxergar a indiferença me sorrindo. Será que ninguém percebe que compaixão pode salvar uma vida?
Senti vontade de sentar naquele banco, de baixo daquele sol carioca e chorar.

sábado, 17 de julho de 2010

Eram três horas da madrugada, quando ela me acordou dizendo: - sinto sua falta. Imediatamente abri os olhos ao ouvir aquela voz doce soar em meus ouvidos, porém, não enxerguei a presença dela, a penas sentia e, como era gostosa aquela presença, cheirando a alecrim e terra molhada, em dia de garoa repentina no fim da tarde. Acordo todos os dias, pensando no dia que vou acordar e não vou mais me perceber sozinha. Como uma quase, pré disposição para ser feliz, eu tenho tentado não pensar muito nas vertentes que enxergo. Passo a maior parte do meu tempo entre um devaneio e um momento de clarão mental. Talvez seja essa saída mais fácil que eu
*encontrei para mim. Olho pro telefone móvel, diversas vezes, e penso: 'será, quando?' As vezes tento me enganar, fingindo pra mim mesma, que não estou nem aí. Naquela ilusão besta e infundada de que, se você não estiver esperando, procurando, tu recebe..encontra, mas não,ele nunca toca, ele nunca apita, é tão silencioso,quanto meus momentos de clarão. Essas presenças que só existem no meu interior, no meu imaginário, essas vozes que são mais sentidas do que ouvidas.. tudo e nada. Um completo estar de solidão, de nada, o talvez é ilusório também. A única certeza, é o frio e direto 'nada'.